🦈 Como ouvem os animais
Como ouve um tubarão?
Negaprion brevirostris
Só lhe interessam os graves: um peixe ferido a debater-se a centenas de metros.
Em resumo
Um Tubarão ouve desde cerca de 10 Hz até 1 kHz, e o som que capta melhor fica perto de 300 Hz. Com a Animal Ears pode pegar em qualquer som seu e ouvi-lo exatamente como ele o ouviria.
O tubarão vive no rés do chão do som: dos 10 aos 1 000 Hz, com o melhor ponto nos 300 Hz. Nada de agudos. E na verdade não «ouve» a pressão como você: sente o vaivém das partículas da água à passagem da onda, algo a meio caminho entre ouvir e sentir. Essa margem estreita é precisamente o ruído irregular de um peixe ferido a agitar-se, e consegue segui-lo de muito longe. Passe o seu som pelos ouvidos dele e ficará um estrondo surdo: o resto, para ele, não existe.
Hertz (Hz)
Que sons ouve
Os hertz contam quantas vezes por segundo um som vibra. Poucas vibrações = grave (o rugido de um trovão, cerca de 30 Hz). Muitas vibrações = agudo (o apito de um micro-ondas, cerca de 3 000 Hz). E «1 kHz» é apenas uma forma curta de dizer 1 000 Hz. Você ouve, mais ou menos, dos 20 Hz aos 20 000 Hz.
Um som grave retumba (pense num trovão); um som agudo apita (pense num mosquito). Estes três números marcam até onde este animal desce, até onde sobe e qual o som que ouve com mais clareza de todos.
| O mais grave que ouve | 10 Hz |
|---|---|
| O mais agudo que ouve | 1 kHz |
| O que ouve mais claro | 300 Hz |
| O que você ouve | 20 Hz – 20 kHz |
Os seus ouvidos contra os de um Tubarão
Sim: capta estrondos tão graves que você, no máximo, sentiria no peito, até cerca de 10 Hz. O seu chão está nos 20 Hz. Em compensação, perde os agudos que você ouve: acima de cerca de 1 kHz já não há nada para ele.
Audiograma
| Hertz (Hz) | Limiar auditivo |
|---|---|
| 10 Hz | 95 dB |
| 20 Hz | 88 dB |
| 40 Hz | 82 dB |
| 80 Hz | 78 dB |
| 100 Hz | 76 dB |
| 200 Hz | 74 dB |
| 300 Hz | 73 dB |
| 500 Hz | 75 dB |
| 600 Hz | 79 dB |
| 800 Hz | 86 dB |
| 1 kHz | 95 dB |
Low-frequency curve in dB re 1 µPa, but sharks have no swim bladder: they detect PARTICLE MOTION via otolithic organs. Pressure numbers are a tank-measured proxy; use for relative low-frequency EQ shape only.
Um Tubarão ouve coisas que você não consegue ouvir?
Um Tubarão capta tudo, desde 10 Hz (o mais grave) até 1 kHz (o mais agudo), e ouve melhor por volta de 300 Hz.
Sim: capta estrondos tão graves que você, no máximo, sentiria no peito, até cerca de 10 Hz. O seu chão está nos 20 Hz. Em compensação, perde os agudos que você ouve: acima de cerca de 1 kHz já não há nada para ele.
Perguntas frequentes
Que sons ouve um Tubarão?
Um Tubarão capta tudo, desde 10 Hz (o mais grave) até 1 kHz (o mais agudo), e ouve melhor por volta de 300 Hz.
Um Tubarão ouve coisas que você não consegue ouvir?
Sim: capta estrondos tão graves que você, no máximo, sentiria no peito, até cerca de 10 Hz. O seu chão está nos 20 Hz. Em compensação, perde os agudos que você ouve: acima de cerca de 1 kHz já não há nada para ele.
Como é que a Animal Ears faz um som soar como um Tubarão o ouviria?
Os cientistas mediram, tom a tom, o volume mínimo a partir do qual um Tubarão começa a ouvir cada som. Nós pegamos nessa curva e aplicamo-la à sua gravação como um equalizador gigante: subimos os tons que o animal ouve às mil maravilhas e baixamos ou retiramos os que para ele simplesmente não existem. O resultado aproxima-se do que ele notaria... mas continua a entrar pelos seus ouvidos.
Hertz (Hz)
Os hertz contam quantas vezes por segundo um som vibra. Poucas vibrações = grave (o rugido de um trovão, cerca de 30 Hz). Muitas vibrações = agudo (o apito de um micro-ondas, cerca de 3 000 Hz). E «1 kHz» é apenas uma forma curta de dizer 1 000 Hz. Você ouve, mais ou menos, dos 20 Hz aos 20 000 Hz.
Infrassom
Sons tão graves que o seu ouvido já não regista: abaixo de cerca de 20 Hz. Em vez de os ouvir, sentiria um tremor no peito, como quando passa um camião pesado. Elefantes e pombos percebem-nos, mesmo a quilómetros de distância.
De onde vêm estes números
- Nelson, D.R. (1967). Hearing thresholds… in the lemon shark. Bull. Marine Science, 17(3), 741–768.
- Casper, B.M. & Mann, D.A. (2006). Evoked potential audiograms of the nurse shark and yellow stingray. Environ. Biol. Fishes, 76, 101–108. doi:10.1007/s10641-006-9012-9
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