🪲 Como ouvem os animais

Como ouve um libélula?

Anax junius

Não tem ouvidos: lê o vento com pelinhos e antenas enquanto voa.

Libélula

Em resumo

Um Libélula ouve desde cerca de 10 Hz até 500 Hz, e o som que capta melhor fica perto de 100 Hz. Com a Animal Ears pode pegar em qualquer som seu e ouvi-lo exatamente como ele o ouviria.

A libélula não tem ouvidos: em sentido estrito, não ouve. O que faz é ler o ar. Pelinhos e antenas sensíveis ao vento dizem-lhe como o ar flui sobre o corpo, e com isso corrige o voo em milésimos de segundo enquanto persegue uma presa. O que vai ouvir aqui é uma ilustração desse «tato» de baixa frequência, não um som que a libélula ouça de verdade.

Hertz (Hz)

Que sons ouve

Os hertz contam quantas vezes por segundo um som vibra. Poucas vibrações = grave (o rugido de um trovão, cerca de 30 Hz). Muitas vibrações = agudo (o apito de um micro-ondas, cerca de 3 000 Hz). E «1 kHz» é apenas uma forma curta de dizer 1 000 Hz. Você ouve, mais ou menos, dos 20 Hz aos 20 000 Hz.

🌩️ 🐘20 Hz
🗣️ 🎹3 kHz
🐭 🦇20+ kHz
Libélula10 Hz – 500 Hz
Ouve melhor em100 Hz
O que você ouve20 Hz – 20 kHz

Um som grave retumba (pense num trovão); um som agudo apita (pense num mosquito). Estes três números marcam até onde este animal desce, até onde sobe e qual o som que ouve com mais clareza de todos.

Dados principais: Libélula
O mais grave que ouve10 Hz
O mais agudo que ouve500 Hz
O que ouve mais claro100 Hz
O que você ouve20 Hz – 20 kHz

Os seus ouvidos contra os de um Libélula

16632501k4k16k64k04080120 Frequency (Hz) — log scale · lower line = more sensitive O que você ouveLibélula

Sim: capta estrondos tão graves que você, no máximo, sentiria no peito, até cerca de 10 Hz. O seu chão está nos 20 Hz. Em compensação, perde os agudos que você ouve: acima de cerca de 0.5 kHz já não há nada para ele.

Audiograma
Hertz (Hz)Limiar auditivo
10 Hz20 dB
30 Hz15 dB
60 Hz12 dB
100 Hz10 dB
150 Hz12 dB
200 Hz16 dB
300 Hz24 dB
500 Hz35 dB

Dragonflies have NO ears and no true airborne pressure hearing; they rely on mechanoreception (wind-sensitive hairs, antennal airflow sensing). NOT an audiogram — an illustrative low-frequency mechanoreception band with relative, approximate dB.

👂

Um Libélula ouve coisas que você não consegue ouvir?

🪲 Libélula

Um Libélula capta tudo, desde 10 Hz (o mais grave) até 500 Hz (o mais agudo), e ouve melhor por volta de 100 Hz.

👤 O que você ouve

Sim: capta estrondos tão graves que você, no máximo, sentiria no peito, até cerca de 10 Hz. O seu chão está nos 20 Hz. Em compensação, perde os agudos que você ouve: acima de cerca de 0.5 kHz já não há nada para ele.

Perguntas frequentes

Que sons ouve um Libélula?

Um Libélula capta tudo, desde 10 Hz (o mais grave) até 500 Hz (o mais agudo), e ouve melhor por volta de 100 Hz.

Um Libélula ouve coisas que você não consegue ouvir?

Sim: capta estrondos tão graves que você, no máximo, sentiria no peito, até cerca de 10 Hz. O seu chão está nos 20 Hz. Em compensação, perde os agudos que você ouve: acima de cerca de 0.5 kHz já não há nada para ele.

Como é que a Animal Ears faz um som soar como um Libélula o ouviria?

Os cientistas mediram, tom a tom, o volume mínimo a partir do qual um Libélula começa a ouvir cada som. Nós pegamos nessa curva e aplicamo-la à sua gravação como um equalizador gigante: subimos os tons que o animal ouve às mil maravilhas e baixamos ou retiramos os que para ele simplesmente não existem. O resultado aproxima-se do que ele notaria... mas continua a entrar pelos seus ouvidos.

Hertz (Hz)

Os hertz contam quantas vezes por segundo um som vibra. Poucas vibrações = grave (o rugido de um trovão, cerca de 30 Hz). Muitas vibrações = agudo (o apito de um micro-ondas, cerca de 3 000 Hz). E «1 kHz» é apenas uma forma curta de dizer 1 000 Hz. Você ouve, mais ou menos, dos 20 Hz aos 20 000 Hz.

Infrassom

Sons tão graves que o seu ouvido já não regista: abaixo de cerca de 20 Hz. Em vez de os ouvir, sentiria um tremor no peito, como quando passa um camião pesado. Elefantes e pombos percebem-nos, mesmo a quilómetros de distância.

De onde vêm estes números

  • Yack, J.E. (2004). The structure and function of auditory chordotonal organs in insects. Microscopy Research and Technique, 63, 315–337. doi:10.1002/jemt.20051
  • Piersanti, S. et al. (2020). The antennal pathway of dragonfly nymphs. Insects, 11(12), 886. doi:10.3390/insects11120886

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